Arquidiocese terá 1º Encontro das Pastorais Sociais « Paróquia de São Judas Tadeu

Arquidiocese terá 1º Encontro das Pastorais Sociais

“Amar e servir com alegria”, esse deve ser o sentimento de todas as pessoas que aceitam contribuir com seus dons para as mais diversas pastorais da Igreja católica, que buscam, através de suas ações, atender determinadas situações, em uma realidade específica, tendo como foco principal difundir os ensinamentos deixados por Jesus, nos evangelhos.

No dia 21 de julho, a Paróquia de Nossa Senhora das Neves, situada na Rua Oliveira Botelho, sem número, Praça de Neves em Neves, São Gonçalo, será a sede do 1º Encontro Arquidiocesano das Pastorais Sociais.

Segundo a organização do evento, as inscrições serão abertas no próximo domingo dia 17 de junho. A organização lembra que este será um momento especial para quem sente o chamado de servir a Deus e aos irmãos, através da solidariedade.

O evento é direcionado para os agentes das pastorais sociais e para os agentes dos projetos e ações sociais que participam, ou que já participaram desses projetos, na Arquidiocese.

As Pastorais Sociais da Arquidiocese de Niterói são: Carcerária, Criança, População em Situação de Rua,  AIDS, Saúde, Sobriedade, Pobres e Pastoral Social da Igreja, com atendimentos de vários profissionais, cursos, e o movimento da obra do berço.

As Pastorais Sociais testemunham o serviço da Caridade na sociedade, através de ações sócio- transformadoras, inspiradas pela caridade cristã, como lembra Bento XVI, na Encíclica Deus caritas Est. Presentes no mundo, e muitas vezes em situação de fronteira social, as Pastorais são parceiras das diversas organizações da sociedade, especialmente dos movimentos populares, na luta pela justiça e pelo bem comum. Precisam, por isto, de formação metodológica e política, para que essa ação em conjunto seja uma presença aberta ao diálogo, à construção coletiva e à prática da democracia participativa. Evangelizadores pela palavra, vivem o desafio de serem fermento, sal e luz nas relações e nas estruturas da sociedade humana.

Para a Igreja, o serviço da caridade “é expressão irrenunciável à sua própria essência”. A Pastoral Social é expressão desta caridade e da solicitude da Igreja, com as situações nas quais a vida está ameaçada. Expressão que renova, a cada dia, a lição da Gauium Et Spes: “As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens e das mulheres de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles e aquelas que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos e discípulas de Cristo”. Os diferentes serviços das Pastorais Sociais colocam-se na dinâmica do Seguimento de Jesus Cristo, para que nele, os marginalizados e excluídos tenham vida e a tenham num ambiente preservado.

Em maio de 2007, na continuidade do Rio de Janeiro (1955), Medellín (1968), Puebla (1979) e Santo Domingo (1992), reuniu-se em Aparecida (SP), a Quinta Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e Caribenho. Cerca de 160 bispos elaboraram e aprovaram um documento que alegrou a muitos. Não mencionada nos Documentos das quatro primeiras Conferências Gerais, a Pastoral Social é plenamente reconhecida e encorajada, no Documento de Aparecida. A mudança é importante. No capítulo VIII, “Reino de Deus e Promoção da dignidade humana”, há uma parte inteira sobre a Pastoral Social: “Uma renovada Pastoral Social para uma promoção humana integral”.

A Conferência de Aparecida não define o que é ‘Pastoral Social’, mas a expressão ‘Serviço da Caridade’ é a que, no Documento mais corresponde a ela. Os bispos renovam com força seu compromisso com os pobres. Reconhecem que “todo o processo evangelizador envolve a promoção humana e a autêntica libertação”, e ainda que “para a Igreja, o Serviço da Caridade… é expressão irrenunciável da sua própria essência”.

A Conferência de Aparecida quer, portanto, estimular o evangelho da vida e da solidariedade, nos Planos de Pastorais. “As Conferências Episcopais e as Igrejas Locais têm a missão de promover renovados esforços para fortalecer uma Pastoral Social estruturada, orgânica e integral”. A diretriz é clara e firme. Sinal da importância da tarefa, “na atividade a favor da vida, a Igreja se junta a outras comunidades cristãs”.

Seguindo as orientações do Documento de Aparecida, espera-se que as Pastorais Sociais sejam encorajadas e apoiadas em todas as Igrejas locais – também com recursos financeiros – para que o grito dos pobres e marginalizados seja ouvido, e encontre nas comunidades uma resposta de justiça e solidariedade concretas. Voz profética numa sociedade sem horizonte, materializada, atomizada pelo individualismo, elas são hoje, na Igreja, um dos caminhos mais seguros de Evangelização. Quando interrogado pelo Prefeito de Roma sobre os tesouros da Igreja, o Diácono São Lourenço, então ecônomo da Igreja da mesma cidade, foi buscar os pobres, mendigos, doentes e órfãos, e os apresentou ao Prefeito, dizendo: “estes são o nosso tesouro”.

Por João Dias
Foto: divulgação

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