Voz do Pastor › 23/08/2016

O QUE FAZEMOS COM A NOSSA VOCAÇÃO?

VOCAÇÕES02

            No mês de agosto, é natural a reflexão acerca das vocações. Mês dedicado às múltiplas realidades que a nossa Igreja comporta, leva-nos a procurar verificar essa diversidade e a buscar conhecer as especificidades que, particularmente, cada domingo aborda… Estado clerical, família, vida consagrada e laical, a cada semana somos chamados a encontrar a essência de todo chamado – pois vocação é isso, um chamado, chamado a servir!

            Mas disso já sabemos. A questão que trago hoje é o que fazemos com o nosso chamado e com a constatação das tão variadas vocações que o Espírito suscita no meio do povo! Porque desta resposta depende a nossa vida hoje. Não é menos do que isso! A nossa vida está dependendo daquilo que fazemos ao descobrirmos cada vocação e, sobretudo, do que fazemos ao encararmos o nosso próprio lugar na Igreja! Será que o fazemos com coragem, compromisso, fidelidade, como é preciso?

            Temos refletido em toda parte, nas conversas do dia a dia, em nossas orações pessoais e comunitárias, nos encontros dos grupos pastorais, nos textos que lemos, nas homilias diárias, sobre o mundo que está diante de nós. As tantas crises e o terrorismo nos deixam mal. No entanto, é tempo de pensarmos com cuidado e sinceridade: será que as crises que estão aí, será que fanatismos, ganância, egoísmos, violência… não têm a ver conosco? Somos meras vítimas?

            Queridos irmãos, a crise que vivenciamos é, em muito, crise de fé, de fé genuína, assumida por profetas deste tempo! É falta de quem assuma de fato a vocação a denunciar, a vocação de ser coerente, sem relativismos inerentes a “respeitos humanos”. É falta de quem dê testemunho de fraternidade, de acolhimento, de solidariedade. É falta de quem apresente o Senhor com a vida, antes de tudo. Enfim, é falta de quem atualize a cada instante, com vontade forte, a própria vocação. Cada um na sua… na sua vocação, que fique bem entendido… mas sem que cada um viva “na sua”, como se diz por aí, sem olhar para o outro que precisa ter seu direito de viver garantido e que precisa acreditar que o bem é possível e pode superar o mal. Tenho ressaltado sempre isso. Santos já fizeram questão de lembrar, e em épocas igualmente difíceis: o mal não resiste ao bem! Se há o mal, vamos mergulhá-lo em abundância de bem, e seremos capazes de mudar o entorno, e seremos capazes de resgatar o Homem!

            Que possamos vivenciar este mês vocacional, neste ano, de forma diferente. Que possamos valorizar e amar cada chamado que a Igreja comporta, mas que saibamos cobrar de todos a coerência no serviço desinteressado, na entrega radical pelo Reino, sem desculpas ou subterfúgios. E isto vale para todos. Porque não é à toa que o Espírito suscita as mais diversas vocações: todas são muito necessárias! Todas trazem aspectos diferenciados do rosto do Senhor, todas apresentam o Homem a si próprio por outros meios, outras dimensões. E todas, sem exceção, podem transformar a humanidade e o que nos rodeia se forem vividas segundo a sua essência: o clero como clero, servindo por primeiro, como guia e exemplo às demais vocações; as famílias, celeiro das vocações e a realidade que mais profundamente pode agir na formação de homens e mulheres que entendam de humanidade, que percebam a primazia dos valores que não passam; famílias em que todos saibam se amar e se aperfeiçoar – assim mesmo, mutuamente, porque correção fraterna é parte disso, é amor que brota do fundo das almas que vivem em unidade e comunhão; e ainda os consagrados sirvam a todos na expressão do desprendimento e da radicalidade de quem olha para o agora e para a frente, para o Reino que já é, mas ainda não… e que precisa ser implantado a partir deste momento nos corações; e os leigos saibam acolher a Palavra e entender que não é dissonante com o cotidiano, com a secularidade que vivem, pois ela foi feita para nós! A santidade não é estranha ao dia a dia…

            Um bom mês de agosto para todos. Este é o mês vocacional, um mês a ser vivido ao sabor do Ano da Misericórdia.

Pe. Carmine Pascale

(Pároco da Igreja de São Judas Tadeu)

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