Conversa entre fiéis

Todo dia é dia: não percamos a barca…

Pe CARMINE PASCALE

Tivemos um ano extremamente frutífero: muitas reflexões importantes foram feitas no sentido de percebermos de forma mais profunda a importância da vida laical, a essência do leigo, as suas ações. E podemos dizer que, embora em teoria muitos não tenham encontrado nada de “original”, muito se parou para pensar em relação à prática, afinal, há ainda muito o que caminhar! De um lado, é preciso que no espaço “intramuros” saibamos dar ainda mais valor ao leigo, que não pode jamais ser visto como um “fiel de segundo escalão”, uma distorção absurda. Não existe isso! Somos igualmente importantes, fundamentais, na Igreja! Imaginemos uma Igreja sem leigos: qual o sentido? Não haveria sentido algum… De outro lado, se olharmos para a “igreja em saída”, para sua caminhada “fora dos muros”, urge descobrirmos a necessidade enorme do testemunho, diante de uma missão irrenunciável que cada um possui. Como penetrar nos diversos lugares? Como levar o rosto de Cristo às mais diversas realidades da vida ordinária? E não é o grande chamado de nosso compromisso batismal?
Fecharemos oficialmente o Ano do Laicato na Solenidade de Cristo Rei. O dia será comemorado nos diversos vicariatos, não para dizermos “acabou”, a reflexão foi feita, pronto! Pelo contrário, a ideia é marcar definitivamente em nossas almas a razão de ser de nossa missão, porque Cristo é o Rei de todo o universo, em todos os tempos, é Rei em nossa geração, e em toda parte. Mas em muitos lugares há muitos que precisam ser apresentados a Ele. E cabe a nós promover esse encontro, com alegria e responsabilidade! E é por isso que estamos, ainda, em cada um dos seis vicariatos, vivendo um momento especialíssimo: há atividades missionárias previstas neste mês, eventos sendo preparados, e também há quem esteja realizando assembleias para que sejam traçados os panoramas locais com precisão, percebendo conquistas e urgências, de forma que poderemos definir juntos os rumos de nossa caminhada de evangelização e fé.

Somos sal da terra, somos chamados a ser luz do mundo, somos chamados a servir!

Somos sal da terra, somos chamados a ser luz do mundo, somos chamados a servir! A vida morna, o comodismo, a vida vivida no singular precisam ser esquecidos, cabendo a nós assumir para sempre a unidade, a comunhão, a coerência que transforma, o testemunho que significa saída da zona de conforto e esquecimento de “respeitos humanos”.
Que todos possamos viver daqui pra frente de acordo com as reflexões que fizemos e com as resoluções que já tomamos ou que ainda tomaremos em nossas assembleias. Só assim seremos uma Igreja viva e harmônica, capaz de entender a igual dignidade, em meio à diversidade de funções. Que cada um assuma a sua missão, de forma engajada, comprometida com a Verdade, para que possamos renovar o mundo de fato – não como utopia, mas de maneira concreta a partir do que somos e temos, diante do que está aí. Não nos cabe ficar imaginando o que seria se as coisas fossem diferentes, dizendo “ah, se fosse assim, eu poderia…”. Não! Podemos é muito agora, sempre é tempo da verdade, sempre é tempo de comunhão, sempre é tempo de caridade! Portanto, vamos colocar os dons que recebemos do Senhor à disposição e sair como profetas missionários, discípulos evidentes de Cristo, convocando todos e todas ao amor que constroi e acolhe, pois assim é o amor que emana da alma e não apenas da pele… Vamos em frente, que o Ano dedicado particularmente à reflexão está acabando, mas é a hora de recomeçar. Todos os dias. Que possamos a cada manhã abrir os olhos, agradecer a vida, e nos surpreendermos: sou cristão, sou cristã! Que maravilhas fez comigo o Senhor, que presente maravilhoso ser chamado filho seu! Que honra poder servi-Lo dia a dia na vida, no olhar, na mão estendida ao irmão! Como é bom o Senhor, que me põe em sua barca e me faz jogar a rede até onde falta o mar – não importa, Ele garante os peixes se a nossa vontade de servir for enraizado na fé.

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