Conversa entre fiéis

Nosso Pároco continua a sua dissertação sobre o Ano do Laicato

Pe CARMINE PASCALE

Estamos no mês dedicado às vocações e uma reflexão muito forte, muito importante, tem lugar agora. Em geral, acabamos nos dedicando muito às vocações de particular consagração nesta época, e é natural, porque é um momento propício pra isso. Mas não podemos esquecer, e neste ano ainda mais, de uma vocação especialíssima que vamos destacar na 2ª semana de agosto, a vocação ao matrimônio, à família.

Na verdade, quando falamos desta vocação, falamos de todas as outras, e falamos da Igreja como um todo, de sua ação no mundo. Não é novidade pra ninguém: a família é celeiro de todas as vocações, e, se cuidarmos dela, não faltará mais nada. Não faltarão padres, consagrados, fiéis leigos – com o perdão do trocadilho – plenamente fiéis. Porque uma família verdadeira, bem cuidada, planejada, onde se vivam os valores do Evangelho, onde as gerações se amem e se respeitem, que seja expressão real do projeto divino de família, esta é uma família que gera cristãos capazes de testemunhar a Verdade. Verdade sem tirar nem pôr, pois essa de que “escolho verdades” ou conto “a parte que me interessa, a parte com que concordo”, ah, isso é falsear a verdade. Já disse outras vezes, não sei se aqui, mas certamente lá na paróquia… a verdade é sempre inteira! E não é a “nossa verdade”, é a Verdade, essa com “V” maiúsculo, ensinada por Cristo!

“A família é celeiro de todas as vocações, e, se cuidarmos dela, não faltará mais nada.”

Convido todos a pensarem sobre a família neste mês. Todos fazemos parte de uma família, e precisamos saber ser filhos, irmãos, netos, pais ou avós. Todos precisamos entender a magnífica missão de educar quem chega, o privilégio de aprender com quem viveu mais e de cuidar de quem cuidou de nós. Todos precisamos também amadurecer com os mais novos, que têm menos experiência, menos vivência, mas vêm “refrescar” a família com novos ares, olhares tão diferentes daqueles com que nos acostumamos…

Creative Commons

Uma família planejada, que não seja fruto de um “de repente qualquer”, como diz a conhecida música de Pe. Zezinho, é uma família em que casais se respeitam e crianças são recebidas como dom. Ninguém é fruto de “descuido”, e ninguém é feito objeto do outro. E assim temos caminho pronto a garantir que se fortaleça – na fé, no exemplo que arrasta crianças e jovens, no testemunho que “incomoda” para o bem aqueles que convivem com ela. Como é urgente isso, neste mundo que minimiza a família, que a crê “passageira”, unida por uma “paixão fulminante”, quem sabe, mas que fica enquanto dá. A família cristã não é assim. Ela é construída por um amor forjado, que soube viver etapas quando nascia e por isso os cônjuges se respeitam. Ela é construída na fé, e assim a casa é mais do que uma residência, é um lar, que já nasce Igreja Doméstica: ela tem por modelo a família de Nazaré! E aí, pode quem quiser tentar naturalizar as ideias mais confusas, e até dizer que família é outra coisa, mas a família não se abalará. E crianças e jovens poderão se tornar homens e mulheres maduros e de fé também. Homens e mulheres que saberão assumir a vocação a que forem chamados – como padres, diáconos, consagrados, leigos. Construindo novas famílias, ou vivendo o celibato no mundo. Seja qual for o chamado, esse chamado fará da vida um dom ao Senhor e aos irmãos. E então estaremos trilhando o caminho certo: as realidades se transformarão se os homens e as mulheres forem coerentes com sua fé e sua missão!

Curta nossa fanpage e inscreva-se em nosso canal